Caro leitor

Este blog é a fiel expressão da minha visão de mundo.

Acredito na ideia do todo, onde todos somos um e que minhas atitudes, minha forma de pensar geram energias que refletem na existência do outro. Daí a importância de estarmos sempre na frequência do bem, dos bons pensamentos, vibrando sempre na frequência de Luz. Estamos em aprendizado e as falhas, as tentações, deslizes ao retrocesso estão conjugados ao nosso Ser. Devemos estar atentos aos nossos pensamentos, atitudes e tipo de energia que emitimos e expandimos para o Universo. Espero que os textos que escrevo e os de outros autores que aqui publico,possam acrescentar algo de construtivo para os que lerem.

(Hilda Stein)

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domingo, 29 de junho de 2014

Violência Invisível

Praticamos constantemente a violência invisível não só com outras pessoas como também com o nosso corpo físico e mental.
Quando não damos atenção adequada a nossa alimentação ou agredimos nosso organismo com vícios, estamos praticando a violência física.
Quando alimentamos nossa mente com pensamentos de raiva, ressentimentos, decepções,angustias, frustrações, ansiedade,etc... também estamos cometendo violência com o nosso corpo físico e mental.
Quando nos tornamos apáticos diante da vida, estamos nos violentando invisivelmente.
Geramos violência quando impomos nossa maneira de pensar sobre o outro, quando nos achamos os donos da verdade e não damos margem para que as pessoas com as quais convivemos se expressem de forma autêntica.
Geramos violência quando agimos com separatividade sem enxergarmos o todo.
Quando cortamos uma pessoa da nossa vida sem dar a ela qualquer explicação ou quando a mantemos presa ao nosso lado com chantagem emocional.
Violentamos uma criança enfatizando somente suas fraquezas sem valorizar suas virtudes,quando prometemos algo e não cumprimos.
A medida em que passamos a meditar sobre nossas atitudes, podemos perceber o quanto somos capazes de gerar violência.


Este tema é abordado com maestria pela Monja Coen Roshi, o vídeo é longo, mas vale a pena assistir.




sábado, 21 de junho de 2014

EM BUSCA DA REAL IDENTIDADE

Quando você mergulha no processo da reforma íntima, não há espaço para preocupações externas. A opinião das pessoas, o comportamento delas, a vida que elas levam, passa a ser irrelevante diante de uma causa maior que é o desvendar das possibilidades do “EU” verdadeiro.
Há uma considerável distância do que realmente somos para o que achamos que somos. Trata-se do “Eu real” e o “Eu ideal”. Sempre nos enxergamos como vítimas da sociedade ou das condições que a vida se apresentou ao longo da nossa jornada. Acreditamos que somos vítimas das dificuldades, das pessoas que nos magoaram e deixaram marcas. Trazemos traumas da nossa infância, da adolescência, da fase adulta, de relacionamentos mal resolvidos, enfim, inúmeros são os motivos que nos levam a uma vida de “coitadinhos”, “pobrezinhos”. E este sentimento piegas que trazemos coloca em risco a nossa capacidade de enxergar quem realmente nós somos. É forte a tendência de transferirmos a culpa para terceiros, quando na realidade não fazemos nada para sairmos da condição de “coitados”. Deveríamos agradecer às pessoas que intitulamos como nossos algozes no passado, pois estas serviram de instrumentos para o nosso crescimento. As dificuldades, as provas contribuem para o despertar da nossa força interior. Mas é infinitamente mais cômodo sentarmos no banco das lamentações e invocarmos as forças externas para que nos ajudem. Delegamos o destino de nossas vidas à terceiros. Tudo isso para não assumirmos a responsabilidade das nossas perdas e fracassos.
A verdade é que se nada aconteceu de bom na nossa vida, a responsabilidade é toda nossa, se estamos empacados sem conseguir avançar, a culpa é inteiramente nossa.
A vida é reflexo das nossas ações e atitudes. Se hoje estamos vivendo uma vida medíocre, é porque assim a semeamos. Estamos agindo como nossos próprios algozes, deixando a vida passar em branco, sem nada a realizar, mortos vivos, aguardando a hora do cortejo fúnebre.
Mas nunca é tarde para o despertar, para entender que podemos acessar a nossa força interior, de enxergar quem realmente somos, de identificar nosso lado sombra e trabalhar para que alcancemos a luz.
Temos a oportunidade diária da mudança interna e externa. Somos donos das nossas vidas.
Somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade e sucesso.
Temos o nosso Deus interno que tudo pode e é capaz de transformar as nossas fraquezas em força para seguirmos em frente e alcançarmos a verdadeira felicidade.
A vida é uma dádiva que nos pertence e devemos vive-la com toda intensidade, não de boca pra fora e sim verdadeiramente colhendo os bons resultados dessa transformação.

domingo, 15 de junho de 2014

A INTERPRETAÇÃO DO AMOR




Tenho analisado muito a interpretação de amor que hoje em dia vem sendo dada pelas pessoas, principalmente pelos pais no que tange a educação dos filhos.
É gritante a falta de comprometimento e consciência na formação dos filhos como indivíduos.
Indivíduos estes que fazem parte de um todo, de uma sociedade, de uma coletividade.
A falta de educação e respeito impera no mundo moderno. O individualismo, o egoísmo, a falta de solidariedade são marcas registradas da atualidade. A noção de coletividade e sociedade não existe mais na prática.
Vejo crianças e adolescentes com total liberdade sem noção do que seja limite, ditando regras com uma imensurável inversão de valores.
Que tipo de amor é esse?
Amor ilusório que só abrange o próprio núcleo sem dar importância para o todo, gerando verdadeiros monstros, escravos da arrogância e falta de caráter.
Formar um indivíduo significa doação total de amor e esta doação é árdua, trabalhosa que inclui muitas vezes, mesmo com coração apertado, contrariar, ditar regras, impor limites.
A responsabilidade de um pai, de uma mãe não permite comodismo na educação.
O verdadeiro amor consiste em formar pessoas que estejam preparadas para se complementarem em atos de solidariedade , respeito, com visão do todo.
O verdadeiro amor gera pessoas capazes de trilhar no caminho da luz e não monstros presos e escravos da escuridão.

domingo, 1 de junho de 2014

DEUS - SEGUNDO SPINOZA






Assim como Baruch Spinoza, filósofo holandês(1632-1677), acredito em um Deus que une e não separa, que é amor e não medo, que ama seus filhos e não os castiga, que não julga, não condena, que é pleno, suave e constante.

DEUS SEGUNDO SPINOZA
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.
(Baruch Spinoza)