Caro leitor

Este blog é a fiel expressão da minha visão de mundo.

Acredito na ideia do todo, onde todos somos um e que minhas atitudes, minha forma de pensar geram energias que refletem na existência do outro. Daí a importância de estarmos sempre na frequência do bem, dos bons pensamentos, vibrando sempre na frequência de Luz. Estamos em aprendizado e as falhas, as tentações, deslizes ao retrocesso estão conjugados ao nosso Ser. Devemos estar atentos aos nossos pensamentos, atitudes e tipo de energia que emitimos e expandimos para o Universo. Espero que os textos que escrevo e os de outros autores que aqui publico,possam acrescentar algo de construtivo para os que lerem.

(Hilda Stein)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2016 um ano de aprendizado


Desde o início numerólogos, afirmaram que 2016 por ser uma ano regido pelo número 9, resultado da soma de seus algarismos, seria marcado por grandes acontecimentos, mudanças bruscas, rupturas e fim de ciclos. O número nove simboliza realização, universalidade, abnegação e compaixão.
Um ano que teria como base a renovação, transformação, solidariedade, espiritualidade, aprendizado e desapego.
E 2016 chegou ao fim, confirmando as considerações dos estudiosos.
Foi um ano difícil marcado por perdas materiais, pessoais, afetivas, enfim, um ano conturbado que exigiu enfrentamento e abandono da zona de conforto.
Eu diria que 2016 foi um ano depurativo e de grande aprendizado.
Terminamos este período, fortalecidos e conscientes de que podemos sobreviver a grandes tempestades e que a fraternidade, generosidade e compaixão são molas que nos impulsionam para a evolução.
Valeu a pena cada dia vivido, as lágrimas, os risos, as derrotas, as vitórias e, sobretudo o fortalecimento da fé, mas não a fé cega e sim a certeza de que nada acontece em vão e que para tudo existe um propósito.
Que venha 2017, renovando nossa esperança de dias melhores regados de paz, saúde, harmonia e sabedoria para trilharmos mais um ano que inicia!














sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PAU FERRO



Ali está ela, majestosa, com beleza sem igual.
Frondosa, senhora de uma copa admirável,
Pousada de tucanos, araras
E das mais variadas espécies de pássaros.
Centenária de raízes fortes e profundas
A árvore Pau Ferro habita a cidade
Que um dia foi morada de tantas outras árvores.
Suas pequenas folhas entopem as calhas das casas
Provocando revolta e descontentamento
Dos que hibernam em profundo egoísmo
E dilaceram a mãe natureza
Desprezando futuras consequências.
Ah! Pau Ferro,
Tua beleza contrasta com azul do céu
Promovendo um lindo espetáculo
Invisível aos insensíveis.
Tua sombra refresca minha alma
E me faz sentir a presença Divina que em ti habita.
O sagrado representando o milagre da vida!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

UM HOMEM COMUM EXERCENDO BRILHANTEMENTE SUA FUNÇÃO

Podemos constatar o caos, quando um juiz que exerce nada a mais do que a sua função, apurando ilegalidades e condenando os que teriam por obrigação zelar pela dignidade do povo e agiram inescrupulosamente levando o país à falência, passa a ser endeusado e vira herói!
Admiro muito a coragem do juiz Sergio Moro por enfrentar uma quadrilha que se instaurou no país desde os tempos remotos, mas o que ele está fazendo não é nada de extraordinário e sim o que qualquer cidadão de bem deve fazer, zelar pelo o que é correto.
O que me preocupa é essa expectativa desenfreada com sua imagem, fazendo de um homem comum um Deus, o que pode gerar decepções quando este, dentro da condição humana, vier cometer alguma falha.
Temos que parar de procurar um salvador da pátria e entender que o juiz não é um Deus e sim um homem sensato fazendo o seu trabalho como deve ser feito.
Ele está desempenhando a sua função brilhantemente, mas sozinho não será capaz de mudar uma nação.
O que precisamos entender é que assim como o juiz, nós temos que rever nossos conceitos e posturas diante a fatos que parecem pequenos, mas que contribuem para uma real mudança.
Substituir o verbo pela ação, cessar os julgamentos e corrigir nossas atitudes para que haja realmente a mudança desejada.
O Juiz Sergio Moro deve servir de exemplo a ser seguido por seu trabalho digno. É esta a postura que devemos adotar no nosso dia a dia.
Juntos, sem eleger um salvador da pátria, temos força para mudar o planeta!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

IMPREVISIBILIDADE DA VIDA





Tudo vai muito bem ou tudo vai muito mal, não importa, nada é para sempre. A imprevisibilidade da vida não permite que um dia seja igual ao outro.
Está tudo tranquilo até que um fato pode mudar radicalmente todo o panorama.
O resultado de um exame de rotina quando acusa uma anormalidade grave em seu organismo, por mais equilibrado que você seja, irá abalar sua estrutura.
Uma gravidez inesperada, a perda de um ente querido, uma proposta de trabalho ou uma demissão, aprovação em um concurso, um prêmio milionário na loteria, um animal que atravessa inesperadamente na frente do seu carro causando um acidente, uma queda que te deixa impossibilitada de prosseguir com os planos traçados, fenômenos da natureza que causam estragos repentinos, enfim, a vida pode mudar de uma hora pra outra, sem aviso prévio, situações que hoje trazem um peso astronômico, amanhã podem pesar como uma pluma. Então por que alimentar discórdia, picuinhas, guardar mágoas, se tudo passa?
Diante a esta imprevisibilidade, não dá para deixar passar as oportunidades, não se pode deixar para fazer depois o que pode ser feito imediatamente, amanhã pode ser tarde demais.
Não se pode viver no amanhã, o momento de realizar é hoje.
Não deixe de dizer eu te amo para pessoa amada, porque amanhã ela pode não estar mais presente fisicamente.
Não deixe de comer o que gosta hoje, amanhã sua saúde pode não permitir que você coma.
Não deixe realizar seu sonho de saltar de uma asa delta se tiver oportunidade, lembre-se da imprevisibilidade da vida, outro dia pode ser que não seja mais possível!
Não carregue remorsos por não ter realizado e sim a experiência de ter vivido, mesmo que não tenha dado certo.
A vida é um constante movimento, quem fica inerte não vive, vegeta.

domingo, 23 de outubro de 2016

Acerto de contas





Chega uma hora que o corpo perece e os pensamentos vagam nas lembranças de uma vida que passou sem que fosse percebida.
O belo se foi e restaram fragmentos de um corpo físico que tornou- se exílio de dores, mágoas e talvez arrependimentos do que poderia ter sido feito e perdeu-se a oportunidade.
As paredes dos asilos estão impregnadas das mais diversas histórias de vidas que ficaram apenas na memória daqueles que hoje carregam a bagagem de uma existência e que sem esperança aguardam a passagem para o lado desconhecido.
No meio a sorrisos desdentados, olhos cansados e rostos angustiados pairam as sentenças decretadas pela longa jornada.
Uma realidade que assusta e ao mesmo tempo oferece a oportunidade de reflexão.
Por que uns chegam a esta etapa final à mercê dos cuidados de pessoas desconhecidas fora de seus lares, enquanto outros permanecem no seio de suas famílias cobertos de carinho e atenção?
Será castigo do alto ou consequência do que foi semeado ao longo da estrada?
Difícil entender um filho que abandona seus pais no final da vida, mas será que temos o direito de julgar?
Como terá sido esta relação familiar ao longo dos anos?
A gratidão por ter recebido a vida através deles deve existir independente do que se recebeu ao longo da convivência, se é que esta existiu?
Sim, a gratidão deve estar presente, mas esta consciência é alcançada por poucos, porque o que domina é o que ficou marcado no coração e não o que a mente entende como politicamente correto.
Impossível entender e sentir a trajetória do outro, por isso não cabe julgamento.
O fato é que no final da hospedagem no corpo físico, a conta é apresentada e será cobrado o valor proporcional ao que foi semeado consciente ou inconscientemente, não importa, todos pagarão suas dívidas para que seja justificado o aprendizado na matéria.

sábado, 10 de setembro de 2016

HIPOCRISIA X SOCIALISMO



HIPOCRISIA X SOCIALISMO
Vamos imaginar uma grande colônia com diversas atividades onde exista a obrigatoriedade do trabalho, ou seja, todos devem trabalhar.
Um lugar onde não exista governantes, não exista órgãos governamentais, não exista liderança, porque todos são comprometidos com suas responsabilidades.
Todos com direito a alimentação, moradia, educação, saúde, transporte, lazer e uma retirada mensal na nossa moeda R$ 3.000,00 para TODOS os trabalhadores.
Os idosos fariam trabalhos menos pesados, mas não deixariam de trabalhar, porque neste lugar existe a obrigatoriedade do trabalho.
As crianças passariam o dia todo na escola em dinâmicas de aprendizado envolvendo todos os setores da colônia em um processo de observação das habilidades naturais e quando jovens seriam encaminhados para a formação em universidade dentro da colônia para profissão adequada ao seu perfil para futuramente se enquadrarem dentro das atividades da grande colônia.
Um lugar onde obrigatoriamente não existisse exceções e regalias.
Casas de um mesmo padrão, sem luxo, sem roupa de grife, sem ipod, iphone, com carros populares, vivendo apenas com o necessário sem ostentação.
Com horários noturnos específicos de acesso as redes sociais para não interferir no trabalho e estudo, isto seria regra para todas as idades.
Este seria o modelo do Estado ideal assemelhando-se ao modelo idealizado por Karl Marx. Quem dos levantadores da bandeira Socialista se dignaria viver desta forma?
Sem regalias, sem salários diferenciados, sem congresso, com obrigatoriedade de trabalho com carga horária igual pra todos?
Um lugar aonde não existisse vagabundagem, aonde a lei fosse igual pra todos, sem desculpa de minorias ou maiorias.
Um lugar onde homens, mulheres, jovens, crianças e idosos contribuíssem para o desenvolvimento do Estado, obedecendo a suas possibilidades.
E então?
Quem dos “socialistas” se habilitaria a viver nesta colônia?
Eu não carrego a bandeira do socialismo, mas viveria muito bem nesta colônia porque o trabalho não me assusta, o luxo não me atrai e preciso apenas do necessário para viver com dignidade.
Fico estupefata quando leio e ouço pessoas que não abrem mão dos seus cargos, posição social, roupas de grife, ipods, iphones, defendendo um regime que elas próprias não se sujeitariam viver.
Estes são os verdadeiros hipócritas ideológicos que lutam em causa própria, que representam a elite que tanto recriminam, usam a política da separatividade e vitimismo para envolver os mais fracos que por sua vez tentam tirar algum tipo de vantagem dessa situação caótica.
A corrupção não está apenas nos que governam e sim em todas as atitudes que não visam o TODO e beneficiam o egoísmo.
A teoria de Karl Marx foi envenenada e deturpada por homens que visam o poder a qualquer custo em nome do Estado.
Infelizmente a ganância, o egoísmo e a hipocrisia transformaram esta teoria em utopia.
O ego que habita em cada homem não permite um sistema igualitário, a necessidade de superioridade impera entre os homens, esta é a atual realidade.
Quem sabe em um futuro mesmo que distante essa teoria utópica passe a realidade? Basta que haja a verdadeira transformação de cada indivíduo e quando isso acontecer, naturalmente ocorrerá a tão esperada mudança na sociedade.

domingo, 21 de agosto de 2016


Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas.
Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.
Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece. Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.
Houve um tempo em que a mulher era feiticeira, faceira, tecelã, curandeira, parteira.
A mulher banhava-se na natureza, perfumava-se com jasmim. Andava de pés descalços, corria pela mata. Usava compridas saias, rodadas, coloridas, leves. Dançava para ela, dançava para a vida, dançava para seduzir, dançava para fertilizar.
Sua voz era como o canto da mais bela ave. Sua beleza era fascinante, encantadora. Era aos poetas a inspiração e aos músicos, canção. A mulher era rendeira, cozinheira, mãe, sagrada, admirada. De joias e pedrarias era adornada e, da natureza, sua maquiagem retirava.
Onde está esta mulher?
Em que fase da história ou período ela perdeu-se?
Onde devemos procurá-la?
Na verdade, esta mulher-sagrada ainda existe. Está imersa em outras formas, em outras faces, em outros costumes. Mas se priva, se poda, se adapta, se escraviza… E não lembra do que já foi em sua totalidade.
Hoje esta mulher é empresária, médica, advogada, policial, recepcionista, dona-de-casa, política, enfermeira, escritora, estilista. Ela ainda está aqui, mas não lembra quem realmente é. Perdeu a memória. Esqueceu-se de sua sacralidade, de sua divindade, de sua superioridade.
Mulher!
Coloca tua saia rodada, penteia-se com o orvalho, tira o sapato dos pés.
Permita-se bailar com o vento, satisfazer seus desejos, impor sua vontade.
Permita-se amar, realizar, cantar.
Permita-se sentir bela, amada, desejada, sentir prazer.
Permita-se fazer aquilo pelo qual tua alma anseia.
Permita-se honrar a Deusa, ao Deus, à natureza.
Permita-se viver a tua vida, e ser a senhora absoluta do teu destino.
Mulher, dentro de ti há tantas outras, que tu ignora totalmente.
Será você fértil doce e maternal como Deméter?
Ou vingativa como as três Fúrias?
Quem sabe arrebatadora e feroz, como as Harpias.
Talvez seja feiticeira, sábia e misteriosa como Hécate.
Ou soberana e dotada de magia como Ísis, mãe dos egípcios.
Um tanto implacável, forte e destemida como Kali.
Encantadora e misteriosa como as Nereidas.
Quem sabe é curiosas como Pandora. Confiável e mensageira, como Íris.
Ou justa como Têmis. Talvez seja sensual, impulsiva e totalmente movida pela paixão, como Afrodite.
Ou seja, selvagem como Ártemis.
Pode ser que seja repleta de cores e amores como Eros. Ou então maléfica como Éris.
Mas… Possivelmente, sejas todas elas juntas!
Mulher, vem!
Resgata o teu papel, o teu feminino sagrado, tua ancestralidade.
Não tenha medo de seguir a luz, de se entregar ao Sol.
Muito menos de mergulhar nas trevas do submundo, das fogueiras, dos encantamentos.
Prove de todos os reinos e sabores, permita-se viver intensamente cada instante.
Siga seus instintos e extintos.
Seja simplesmente você.

( Autor desconhecido)